Em contrapartida, na última semana, Chavéz ordenou a ocupação de portos e aeroportos do país, colocando em prática o artigo 8 : a "Lei de Descentralização" e "Transferência de Competência" que permite ao Palácio de Miraflores, sede do Governo Central venezuelano, tomar controle dos sistemas de transporte do país. Segundo a oposição venezuelana, esta é uma tentativa chavista para concentrar o poder político em seu Governo e "colocar uma arma" nas cabeças dos oposicionistas.
Para referência história, em 1959 quando Fidel Castro liderou a revolução cubana, iniciou seu controle pelo porto da cidade de Santiago de Cuba. Ele sabia que dominar a porta de entrada e saída do país seria um grande trunfo estratégico. Chávez, como bom discípulo, aprendeu a lição.
Como Fidel, Chavéz diz carregar uma bandeira ideológica, neste caso, o "bolivarianismo". Esta corrente socialista inspirada no libertador latino Simón Bolivar é o bastião político de Hugo Chávez. Depois do plebiscito de fevereiro, que permitiu que os cargos elegíveis possam ser ocupada por uma mesma pessoa por tempo ilimitado, o partido chavista aumentou mais seu poder no país.
As últimas ordens de Chavéz, alegando a defesa da Venezuela e da "revolução" contra o "império americano", acuou mais ainda os oposicionistas. Além do crescimento bélico dos últimos anos. Assim, as compras de armas com a invenção de um "inimigo externo" colocou as peças necessárias para que os chavistas assumam definitivamente o país, acabando, de vez, com a democracia na Venezuela.



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